Junho 21, 2017

Semiótica aplicada ao Design

Semiótica aplicada ao Design

Recentemente, publicamos um post sobre criação de identidade visual no qual citamos a Semiótica. Algumas pessoas nos fizeram perguntas sobre o tema e decidimos vir aqui explicá-lo melhor para vocês.

Para começar, a Semiótica é a ciência que estuda como os mecanismos de representação de conceitos ou ideias se processam natural e culturalmente e ela está internamente ligada com a comunicação.

Um signo representa algo para alguém em um determinado contexto. Uma placa de trânsito, um jingle de uma mensagem publicitária, um aroma ou um sabor que provoque determinada lembrança, são exemplos de signos.O significante é o elemento tangível, perceptível, o material do signo e o significado é o conceito.

A semiótica, quando aplicada aos projetos de design, auxilia na pesquisa de significados que possam ser atribuídos a cada produto. Pela visão da semiótica, todo produto de design é um portador de representações, ou seja, ele transmite sensações e emoções por meio de sua forma, seu material, sua textura, seu cheiro, entre outros aspectos.

Quando um designer desenvolve um logotipo, ele está criando um conceito e busca representá-lo de forma gráfica, ou seja, cria um signo que representará uma corporação cujos objetivos devem ser compreendidos por um terceiro grupo: o consumidor. Para atingir esse objetivo, são buscadas referências teóricas e mercadológicas.

Ao analisarmos um produto, como um automóvel de luxo, por exemplo, podemos “sentir” para que tipo de público ele foi direcionado a partir de breve análise de suas características: banco de couro, câmbio automático, assento do motorista com ajuste de posicionamento eletrônico, comandos de áudio no volante, compensação do volume do rádio sensível à velocidade do carro. Tais aspectos indicam que este produto visa a conquista de pessoas com alto poder aquisitivo.

Desta forma, em todas as áreas do design, antes de conceber um projeto devemos levar em conta para que tipo de público, faixa etária, gênero, grupo cultural e classe social ele será direcionado, para desenvolvê-lo seguindo tendências de consumo e preferências deste grupo e evitar um eventual fracasso.

Além de marcas, campanhas publicitárias também estão sempre sob essa análise semiótica, nas quais imagens são lidas e interpretadas, fazendo com que sejam compreendidas e reações prováveis sejam causadas.

A questão é que as empresas se concentram apenas nas pesquisas qualitativas, centradas no consumidor, já a semiótica inicia a sua preocupação desde o início do processo, ou seja, na criação.

E você? Já tinha ouvido falar em Semiótica antes? Conte nos comentários o que você achou do texto.